29
Jun
2008
Falando de religião e comportamento

Nasci em família católica, praticamente todos os meus parentes são católicos e acho que a maioria dos meus visinhos também o é. Quando eu era mais nova, íamos todos os finais de semana à missa e sempre estávamos lá na igreja no Natal e na Páscoa. Meus irmãos e eu fizemos a catequese, e hoje só falta a minha irmãzinha fazer a crisma.

Acontece que eu nunca soube o que era ser católica. Eu sabia sobre céu e inferno, e um tempo depois ouvi falar do tal do purgatório, quase sabia de cor os 10 mandamentos, não sabia a diferença entre o velho e o novo testamento, e nunca li mais que 50 páginas da Bíblia.

Eu era a típica católica brasileira, o que chamam de “não praticante”.

Quando cheguei ao segundo grau, as aulas de história de fizeram sentir… nojo, é, nojo mesmo, da Igreja Católica, e resolvi que não queria acreditar naquelas bobagens todas que eu havia aprendido, porque aquelas pessoas que me diziam o que fazer fizeram coisas horríveis com as pessoas.

Depois de muito tempo, depois de muita curiosidade sobre outros assuntos acabei chegando ao espiritismo. No começo eu não o aceitei de pronto, mas comecei a estudá-lo, achando tudo muito estranho e impossível de ser. Li muitos livros, pesquisei bastante na internet, sempre com um pé atrás, até que os ensinamentos da doutrina se tornaram compreensíveis, lógicos e confortadores.

Tudo o que aprendi até agora me ajudou a definir a pessoa que eu já era (meus pais são presentes de Deus) e a ir atrás da pessoa que quero ser. Vivo cada momento pensando na pessoa que estou sendo, nos erros que estou cometendo e quero corrigir.

Não sou como o meu namorado, que já frequentou uma variedade enorme de igrejas e já estudou uma infinidade de doutrinas. Não sei o que as outras falam, mas sei um pouco do que a minha diz, e sei do que ela não diz quando você não estuda, o que acontecia comigo quando era católica. Uma pessoa que não estuda a doutrina que segue, não compreende de que ela trata, e acaba sendo da boca pra fora e agindo como ensina a sociedade materialista.

Nesses estudos entendi sobre destino e livre-arbítrio, e baseada nisso e considerando esta pesquisa publicada na Isto É, eu jamais diria ser a favor da pena de morte ou a favor do aborto (embora eu já não fosse antes disso).

Eu adoraria que a minha família, no mínimo, me perguntasse sobre o espiritismo. Adoraría que conversássemos sobre isso. Gostaria mais ainda que eles também estudassem, e então poderíamos discutir e trocar idéias.



2 comentários para “Falando de religião e comportamento”

    »  ViviNo Gravatar
    »  Tuesday 01 de July de 2008 | 21:44

    Nossa, parece que esse post foi super escrito por mim. Minha família era praticamente toda católica, mas minha mãe nunca me forçou a fazer Catecismo e afins. Depois da morte da minha irmã, minha mãe se afundou no espiritismo como uma forma de compreender melhor aquela morte tão prematura (ela morreu aos 6 meses com uma doença congenita). Meus tios tb já estudavam, e foi através deles que minha mãe recebeu de um desconhecido a primeira psicografia dela, com coisas que só minha irmã e ela sabiam. Eu ainda tentei seguir na igreja católica, mas passei a questionar muitas coisas, vi que a maioria das pessoas na vdd iam na igreja só pra se redimir e não em buscar ser alguém melhor.

    Há 2 anos me converti para o espiritismo. Frequento o centro 1x por semana, faço o tratamento, faço o envangélio com a minha mãe 1x por semana tb. E eu estou convencida que a minha cura da hepatite foi boa parte espiritual, pq eu fazia mentalizações com orientação da minha mãe (q faz cursos lá) e pedia minha cura aos mestres espirituais.

    É uma doutrina apaixonante e que faz você se convencer das coisas XD

    =*

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    »  MariNo Gravatar
    »  Friday 04 de July de 2008 | 21:09

    Oi Jennifer!
    Eu não sou uma pessoa religiosa. Fiz catequese também, mas nunca tive paciência para religião. Mas tenho muita fé em Deus. E sou adepta do espiritismo que foi passado pela minha avó. Já estudei bastante sobre ele e me sinto confortável nas reuniões kardecistas.
    Beijos

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